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Redução na idade mínima para mulheres pobres é trunfo para aprovar reforma

O presidente da comissão da reforma da Previdência na Câmara, Carlos Marun (PMDB-MS), defende regra mais branda para mulheres que recebem até dois salários mínimos


por Evandro Ébolli

 

O presidente Michel Temer se reúne nesta terça-feira (11) no Palácio do Planalto com líderes da base aliada e deputados que integram a comissão da reforma da Previdência. O propósito é juntar o maior número de deputados desse colegiado para mostrar força.

 

Aliados de Temer falam em levar pelo menos 25 dos 37 deputados que compõem a comissão. Os governistas organizam esse encontro para ter a dimensão exata dos apoios que conquistaram ou não com as alterações anunciadas pelo relator, Arthur Maia (PPS-BA), na semana passada.

 

Para diminuir as resistências dos aliados, o presidente da comissão, Carlos Marun (PMDB-MS), acredita ter uma “carta na manga” e defende que mulheres de baixa renda, que recebem entre um a dois salários mínimos, possam requerer aposentadoria com idade inferior a 65 anos. O parlamentar tem dito que a prioridade é para mulheres que não têm condições de contratar empregadas domésticas nem babás para seus filhos e que enfrentam dura dupla jornada de trabalho.

 

Marun acredita ser essa proposta um trunfo para obter os 308 votos necessários para aprovar o texto no plenário da Câmara. A redução da idade para a mulher se aposentar tem sido um entrave para avançar a reforma. Mas o peemedebista acha difícil que a idade mínima de aposentadoria para essas mulheres caia dos 65 anos previstos na reforma para 60. Ele trabalha com idade de 62 e 63 anos. O presidente da comissão pretende começar a discussão do relatório de Maia semana que vem e votar ainda no fim do mês.

 

Dificuldades para obter apoio

O governo está com dificuldades em conseguir apoio entre os próprios aliados. A líder do PSB na Câmara, Tereza Cristina (MS), diz que sua bancada, que apoia o governo e tem 35 deputados, está dividida. A parlamentar estará nesse encontro com Temer e disse que é preciso saber a extensão das mudanças propostas pelo governo.

 

“Precisamos ler primeiro o relatório. O que andou para frente e o que andou para trás. Meu partido está rachado. É um tema delicado. Cada um tem uma posição, defende setores diferentes. São mudanças que mexem diretamente com a população e tudo que vai ser votado precisa ser profundamente conhecido”, disse Tereza Cristina.

 

Marun reconhece que ainda é preciso conquistar maior apoio da base. “Para bater na gente já tem a oposição. Quem é do governo tem que vir conosco. Por isso os ajustes”, disse.

 

Integrante da comissão da reforma da Previdência, o deputado Ônyx Lorenzoni (DEM-RS), da base do governo, não vai à reunião com Temer. Disse que não foi convidado. Lorenzoni, apesar de ser de um partido que integra a base de apoio de Temer, está contrário à reforma e tem sido um duro crítico na comissão.

 

“Tenho uma dificuldade com essa reforma que está posta. Ela não melhora o regime geral, não corrige distorções da área pública e não produz poupança interna. Tem apenas a visão míope e estreita de construção de caixa com curto prazo e mistura seguridade com previdência. Está muito distante do que de fato interessa à sociedade. Não vão juntar 308 votos desse jeito”, disse Lorenzoni. 

 

 

 

 


Fonte: Gazeta do Povo, 12 de abril de 2017

 


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